Dirigido por Marc Webb e roteirizado pela premiada Greta Gerwig, o live-action de “Branca de Neve” promete manter elementos icônicos da história e, ao mesmo tempo, modernizar a narrativa originalmente apresentada na década de 1930. Com novas músicas, personagens inéditos e um elenco estrelado por Rachel Zegler e Gal Gadot nos papéis de princesa e vilã, respectivamente, o filme chega quase nove décadas após o clássico original, que revolucionou a animação.
A trama acompanha uma rainha bela e invejosa que deseja a morte de sua enteada, a graciosa princesa Branca de Neve. Para escapar da ira da madrasta, a jovem foge para a floresta, onde faz amizade com sete mineiros e os animais do bosque. Determinada a continuar sendo a “mais bela de todas”, a rainha prepara sua vingança, e apenas o primeiro beijo do amor verdadeiro poderá salvar a princesa.
Em 1937, Walt Disney fez uma de suas apostas mais ousadas ao produzir um longa-metragem totalmente animado. Contra todas as adversidades, o filme se tornou um sucesso instantâneo, consolidando Disney como um dos maiores nomes da indústria cinematográfica. “Branca de Neve e os Sete Anões” não apenas marcou a história do cinema como também inaugurou uma nova era no entretenimento. Junto de “O Mágico de Oz”, o longa ajudou a definir o gênero de fantasia no cinema americano.
A primeira princesa e a primeira vilã criadas por Walt Disney serviram como referência para futuras personagens, como Cinderela e Aurora. Além disso, a complexidade da animação do filme se tornou um desafio a ser superado pelos sucessores do estúdio, que sempre buscaram evoluir sem perder a essência emocional e artística da obra original. Sempre que um projeto mais ambicioso fracassava, os animadores voltavam a se inspirar em “Branca de Neve”.
Apesar de ser considerada “passiva” sob uma perspectiva contemporânea, Branca de Neve permanece uma das personagens mais icônicas da Disney, reconhecida por sua doçura e voz memorável. Os personagens criados a partir do conto dos irmãos Grimm se tornaram rapidamente populares e estabeleceram um padrão para as narrativas animadas que vieram depois.
A influência de “Branca de Neve e os Sete Anões” na cultura popular é imensurável. Além da adaptação da Disney, a história inspirou diversas releituras literárias, cinematográficas e televisivas, muitas vezes reinterpretando a protagonista como uma figura mais ativa e independente. A comédia “Espelho, Espelho Meu”, por exemplo, retrata Branca de Neve como a líder de um grupo de sete ladrões anões.
O novo live-action da Disney tem sido alvo de controvérsias desde a escalação de Rachel Zegler para o papel principal, além das críticas de Peter Dinklage sobre a representação dos sete anões na trama. Os posicionamentos conflitantes de Gal Gadot e Zegler em relação ao conflito entre Israel e Hamas também geraram debates, levando o estúdio a optar por uma pré-estreia mais discreta.
Com a iminente chegada de mais uma adaptação desse clássico, fica evidente que “Branca de Neve e os Sete Anões” é um conto atemporal, capaz de cativar diferentes gerações. Sua narrativa simples, mas carregada de simbolismo, permite múltiplas abordagens e análises. A versão da Disney suavizou aspectos mais sombrios da história original, tornando-a acessível ao público infantil. Independentemente da interpretação, a jornada de Branca de Neve segue como um marco na literatura e no imaginário coletivo.