Em pleno domingo de Carnaval, chegamos à reta final da temporada de premiações de 2025 com a 97ª edição do Academy Awards. Apresentada por Conan O’Brien, a cerimônia promete encerrar uma temporada atípica e cheia de surpresas.
Muita coisa aconteceu ao longo dos últimos meses: Fernanda Torres tornou-se uma sensação entre os veículos de entretenimento, Demi Moore viveu uma fase de reconhecimento tardio, o mundo se voltou contra Emilia Perez e grandes surpresas redefiniram o rumo da premiação. Agora, o Oscar — sem dúvida, o mais disputado da temporada — promete fechar esse ciclo com momentos históricos, incluindo possíveis conquistas inéditas para o cinema nacional.
O Cafeína Colorida acompanhou cada detalhe dessa jornada e, claro, não poderia ficar de fora da noite mais importante do cinema. Com transmissão pelo streaming Max e pela Rede Globo, cobriremos o evento em tempo real, trazendo comentários e análises sobre as decisões da Academia. Nosso principal consultor para a cobertura será o cineasta, roteirista e redator Miguel Pedrosa.
Entre os principais concorrentes, o musical francês Emilia Perez lidera com surpreendentes 13 indicações. O fenômeno da Broadway, Wicked, e o drama ‘O Brutalista’ aparecem logo atrás, com 10 indicações cada. Já o thriller político de Edward Berger, ‘Conclave’, soma 8 nomeações, enquanto o aclamado longa nacional ‘Ainda Estou Aqui’ concorre em 3 categorias.
Com tantas expectativas e reviravoltas, a cerimônia promete ser inesquecível. Fique ligado no Cafeína Colorida para acompanhar tudo em primeira mão!
Atualização Pós-Oscar: Uma Cerímonia extremamente previsivel para quem já tinha acompanhado os demais prêmios da temporada. As polêmicas de Emilia Perez de fato pesaram contra o musical francês de Jacques Audiard, levando as duas estatuetas invictas durante os últimos meses, mas dando oportunidade de “Ainda Estou Aqui” levar o Prêmio de melhor filme internacional. Wicked e Duna dominaram nas categorias técnicas, onde os mundos fantasticos criados foram reconhecidos por sua construção. Depois de ganhar inúmeros premios dos sindicatos de diretores e produtores, “Anora” deslanchou como um dos favoritos da noite, desbancando Demi Moore e dando o Oscar de Melhor Atriz para Mikey Madison
O Humor estrioníco de Conan O Brien deixou a desejar, mas não chega ao baixo semelhante ao ano apresentado por Wanda Sykes, Amy Schumer e Regina Hall. Surpreedentemente poucos comentários relacionados a politicas de Donald Trump ou a sua atual admnistração. Podem ter saindo de mãos abanando, mas Cynthia Erivo e Ariana Grande abriram a noite com chave de ouro com um medley de Wicked
Indicados e Vencedores:
Ator coadjuvante:
- Yura Borisov – ‘Anora’
- Kieran Culkin – ‘A verdadeira dor’ ( VENCEDOR)
- Edward Norton – ‘Um completo desconhecido’
- Guy Pierce – ‘O brutalista’
- Jeremy Strong – ‘O aprendiz’
Notas do autor: Kieran Culkin é quem ergue a estrutura emocional de “A Verdadeira Dor”. Sua performance há uma autenticidade única, um peso que se faz presente mesmo nos momentos mais silenciosos. Seu olhar carrega uma melancolia que as palavras não conseguem expressar, e é nesse equilíbrio entre exagero e contenção que reside sua genialidade.
Figurino:
- ‘Um completo desconhecido’
- ‘Conclave’
- ‘Gladiador 2’
- ‘Nosferatu’
- ‘Wicked’ ( VENCEDOR)
Nota do autor: Os figurinos de Paul Tazwell se baseiam em clássicos da broadway, mas trazem traços originais e conseguem contar histórias de personagens clássicos em seus detalhes, como as curvas disformes do vestido de Bruxa Boa de Glinda a detalhes sutis que homenageiam o classico de 1939, “O Mágico de Oz” . Elphaba, Glinda e Fiyero ganham vida com figurinos delicados e complexos, que colocam Oz em um período a lá Art Nouveau e modernizam um mundo até então atemporal.
Trilha sonora:
- ‘O brutalista’ ( VENCEDOR)
- ‘Conclave’
- ‘Emilia Pérez’
- ‘Wicked’
- ‘O robô selvagem’
Nota do autor: Blumberg relacionou-se com o tema da obsessão artística e o aplicou à sua trilha sonora tanto em um nível temático quanto prático, deixando seu próprio trabalho de lado enquanto trabalhavapara o épico de Corbet. “Conclave” se apoiou muito em coros religiosos e sons que poderiam ser facilmente ligados a igreja, enquanto “Perez” utilizou muito do techno. “Robô Selvagem” teria sido uma surpresa, mas o favorito para a categoria era, de fato, “O Brutalista”
Maquiagem e cabelo
- ‘Um homem diferente’
- ‘Emilia Pérez’
- ‘Nosferatu’
- ‘A substância’ (VENCEDOR)
- ‘Wicked’
Nota do Autor: Não havia a menor dúvida que a Substancia levaria esta categoria- a utilização de próteses grotescas conseguiram transformar atrizes em caricaturas. Embora muitos apenas se lembrem do MONSTRO ELISASUE no ato final do filme, a gradativa transformação de Elizabeth Sparkle em uma ‘bruxa’ consegue transformar em grotesco o ato de envelhecer
Leia nossa crítica de :
Curta-metragem
- ‘A lien’
- ‘Anuja’
- ‘I’m not a robot’ (VENCEDOR)
- The last ranger’
- ‘The man who could not remain silent’
Curta-metragem animado
- ‘Beautiful men’
- ‘In the shadow of cypress’ (VENCEDOR)
- ‘Magic candies’
- ‘Wander to wonder’
- ‘Yuck!’
Roteiro adaptado
- ‘Um completo desconhecido’
- ‘Conclave’ (VENCEDOR)
- ‘Emilia Pérez’
- ‘Nickel boys’
- ‘Sing sing’
Nota do autor: Conclave é um filme intrisicamente politico, misturando a modernidade da Igreja Católica. O Best Seller de Robert Harris se inova, mostrando a divisão entre a poliítica e a igreja
Roteiro original
- ‘Anora’ (VENCEDOR)
- ‘O brutalista’
- ‘A verdadeira dor’
- ‘Setembro 5’
- ‘A substância’
Nota do Autor: Um filme extremamente caótico, complexo e que se tornou responsavel por atuações memoraveis de 2024. Alem de ter ganho demais premios em celebrações anteriores- principalmente as fundamentais para uma vitória no oscar, rapidamente se tornou o favorito para o prêmio, levando uma das estatuetas mais importantes da noite
Atriz coadjuvante
- Monica Barbaro – ‘Um completo desconhecido’
- Ariana Grande – ‘Wicked’
- Felicity Jones – ‘O brutalista’
- Isabella Rossellini – ‘Conclave’
- Zoe Saldaña – ‘Emilia Pérez’ ( VENCEDOR)
Nota do Autor: previsivel, pois ganhou tudo até agora… Uma ótima atriz, embora seja aquem do filme em questão. Poderiamos falar sobre como Rosselini fez muito com pouco tempo de tela, e homenageia o legado de sua mãe – a lenda do cinema Ingrid Bergman; ou como Felicity Jones é a dona do filme em sus segunda metade; ou como Ariana Grande traz a vida uma personagem comica, vulneravel e complexa… mas, o premio dessa vez foi para Saldaña
Canção original
- ‘El Mal’ – ‘Emilia Pérez’ (VENCEDOR)
- ‘The journey’ – ‘The six triple eight’
- ‘Like a bird’ – ‘Sing sing’
- ‘Mi camino’ – ‘Emilia Pérez’
- ‘Never too late’ – ‘Elton John: Never too late’
Nota do Autor: uma música caótica, que não move a história de forma alguma. Mas entre um turbilhão de músicas mediocres, é a que mais se assemelha a um musical, mesmo que se apoie no uso de Inteligencia Artificial
Leia nossa Crítica de:
Documentário
- ‘Black box diaries’
- ‘No other land'( VENCEDOR)
- ‘Porcelain war’
- ‘Soundtrack to a coup d’etat’
- ‘Sugarcane’
Documentário de curta-metragem
- ‘Death by numbers’
- ‘I am ready, warden’
- ‘Incident’
- ‘Instruments of a beating heart’
- The only girl in the orchestra'(VENCEDOR)
Filme internacional
- ‘Ainda estou aqui’ – Brasil ( VENCEDOR)
- ‘A garota da agulha’ – Dinamarca
- ‘Emilia Pérez’ – França
- ‘A semente do fruto sagrado’ – Alemanha
- ‘Flow’ – Letônia
Nota do Autor: Para o Alivio de uma nação, o Brasil levou esse premio! O longa que poderia ter evitado esse acontecimento inédito para o cinema brasileiro, era o musical “Emiília Perez”, mas depois de semanas de controversias e declarações condenaveis, “Ainda Estou Aqui” de Walter Salles triunfou sobre Audiard
Animação
- ‘Flow'( VENCEDOR)
- ‘Divertida mente 2’
- ‘Memórias de um caracol’
- ‘Wallace & Gromit: Avengança’
- ‘O robô selvagem’
Nota do Autor: ‘Flow” saiu de um pequeno filme da letônia a uma sensação mundial. Embora “Robô Selvagem” seja uma das melhores produções da Dreamworks, o longa trata temas como amadurecimento e equipe de maneira muito bem trabalhado
Leia nossa Crítica de
Direção de arte
- ‘O brutalista’
- ‘Conclave’
- ‘Duna: Parte 2’
- ‘Nosferatu’
- ‘Wicked’ ( Vencedor)
Nota do Autor: Seria dificil tirar esse filme de Wicked ! a construção deste novo mundo de Oz procurava se manter fiel ao que conheciamos do universo – fosse ele do musical da broadway ou do classico estrelado por Judy Garland. A construção de diferentes locções e adaptções e a utilização de estilos já conhecidos fez que o mundo de Elphaba e Glinda não se limitassem ao verde e ao rosa, mas sim a uma explosão de cores
Montagem
- ‘Anora’ (VENCEDOR)
- ‘O brutalista’
- ‘Conclave’
- ‘Emilia Pérez’
- ‘Wicked’
Som
- ‘Um Completo Desconhecido’
- ‘Duna: Parte 2′ (VENCEDOR)
- ‘Emilia Pérez’
- ‘Wicked’
- ‘O robô selvagem’
Efeitos visuais
- ‘Alien: Romulus’
- ‘Better Man: A História de Robbie Williams’
- ‘Duna: Parte 2’ (VENCEDOR)
- ‘Planeta dos Macacos: O Reinado’
- ‘Wicked’
Nota do Autor: O Mundo de Duna cresceu em Parte 2, e com isso os efeitos especiais tambem. O poder e escala de naves, ambienetes e criaturas poderia ser facilmente notado com efeitos visuais incriveis. A Captura de Movimento de Planeta dos Macacos e Better Man podem ter proporcionado momentos de estranheza, enquanto tanto Wicked quanto Alien utilizassem de muito mais de efeitos praticos que CGI
Fotografia
- ‘O brutalista’ ( VENCEDOR)
- ‘Duna: Parte 2’
- ‘Emilia Pérez’
- ‘Maria Callas’
- ‘Nosferatu’
Leia Nossa Crítica de
Ator
- Adrien Brody – ‘O brutalista’ ( VENCEDOR)
- Timothée Chalamet – ‘Um completo desconhecido’
- Colman Domingo – ‘Sing sing’
- Ralph Fiennes – ‘Conclave’
- Sebastian Stan – ‘O aprendiz’
Nota do Autor: a Vitória de Brody não foi surpresa alguma… aliás, ele ganhou quase todos os premios da temporada por sua performance em “O Brutalista . Sua performnce sofrida como um sobrevivente do holocausto – outra vez- lhe concedeu a honra de melhor ator do ano
Atriz
- Cynthia Erivo – ‘Wicked’
- Karla Sofía Gascón – ‘Emilia Pérez’
- Mikey Madison – ‘Anora’ ( VENCEDORA)
- Demi Moore – ‘A substância’
- Fernanda Torres – ‘Ainda estou aqui’
Nota do Autor: Em uma corrida com três participantes, Mikey deslanchou em primeiro lugar. A protagonista de Anora teve o momentum no tempo certo e isso pesou ao seu favor – alias, as vesperas das votações do Oscar se encerrarem, ela era o rosto mais recente a ser premiado ( no Bafta ).
Direção
- Sean Baker – ‘Anora’ ( VENCEDOR)
- Brady Corbet – ‘O brutalista’
- James Mangold – ‘Um completo desconhecido’
- Jacques Audiard – ‘Emilia Pérez’
- Coralie Fargeat – ‘A substância’
Melhor filme
- ‘Anora’ ( VENCEDOR)
- ‘O brutalista’
- ‘Um completo desconhecido’
- ‘Conclave’
- ‘Duna: Parte 2’
- ‘Emilia Pérez’
- ‘Ainda estou aqui’
- ‘Nickel boys’
- ‘A substância’
- ‘Wicked’