Avatar Aang: O Último Mestre do Ar é o mais novo capítulo da franquia que dominou a geração dos anos 2000 quando se trata de animação. Em 2005, fomos apresentados a um universo dividido no qual o destino de todos estaria nas mãos do Avatar, um ser que teria a capacidade de dobrar os quatro elementos e trazer paz e equilíbrio para o mundo humano e espiritual. Essa responsabilidade acabou caindo nas mãos de uma criança de 12 anos chamada Aang (Eric Nam), um dominador de ar, que se assusta com todo esse peso e acaba fugindo, ficando congelado em um estado de hibernação por 100 anos enquanto o mundo inteiro era destruído pela soberana Nação do Fogo.

Lançado oficialmente em 25 de julho de 2026 direto para streaming na Paramount+ (eu digo oficialmente, pois o filme vazou meses atrás na internet), Avatar Aang traz uma visão mais madura do futuro dos nossos personagens favoritos, ao mesmo tempo em que oferece um pano de fundo muito rico para os acontecimentos de Avatar: A Lenda de Korra, em que vemos o nosso Time Avatar original, formado por Aang, Katara (Jessica Matten), Sokka (Román Zaragoza), Toph Beifong (Dionne Quan) e Zuko (Steven Yeun), já na idade adulta tendo que enfrentar uma nova ameaça enquanto Aang confronta o luto de toda a sua nação, sendo ele o último mestre do ar… Até agora.

O filme conta uma história coesa, porém corrida. Temos um Aang tentando construir de forma singela o retrato de sua cultura a partir de relíquias e escombros de tudo que a Nação do Fogo destruiu, ao mesmo tempo em que luta com um novo grupo de inimigos chamado “Os Negados”. Esse grupo de não-dobradores pretende a todo custo encontrar o cajado da Avatar Sonam (Freida Pinto), uma relíquia sagrada que teria o poder de transformar não-dobradores em dobradores de ar, sendo o estopim para que a narrativa aconteça.

O time Avatar sai em uma jornada às pressas onde encontram Tagah (Dave Bautista), um mestre do ar congelado por mais de 300 anos que era devoto e braço direito de Sonam, abrindo espaço para a esperança de Aang em ter a chance de reconstruir seu povo ao entender o poder que essa tal relíquia carrega.

Sob aspectos técnicos, o filme brilha de forma formidável, sendo a animação mais bonita a que já assisti (minha opinião). Todo o cuidado e técnica que o time de animadores trouxe para essa história já é um prato cheio por si só, merecendo uma estreia nos cinemas, diga-se de passagem.

Já no quesito roteiro, eu achei fraco e corrido. A narrativa tem muitas camadas que deveriam ter sido abordadas de forma mais profunda, em que a velocidade e as lutas (belíssimas) tomam espaço do desenvolvimento narrativo. O filme acaba sendo uma obra visualmente atrativa, mas cansativa com o passar do tempo por conta da forma como a resolução de conflitos é trabalhada.

Em um escopo geral, o filme funciona para o público geral e para quem é fã da série, mas ainda existem certas lacunas que, infelizmente, se arrastam pelo roteiro de forma maçante. É um filme bom que revitaliza a marca Avatar para o público atual, mas tinha potencial para ir um pouco mais longe.

Avatar Aang: O Último Mestre do Ar acaba sendo uma experiência nova para a franquia, mesmo com erros e acertos, que abre espaço para uma nova geração explorar esse universo rico e poderoso (tirando a adaptação da Netflix), assim como eu acompanhei quando era criança.

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