Dos três protagonistas originais da franquia ‘Descendentes’ — após a trágica e repentina morte de Cameron Boyce — Sofia Carson consolidou uma parceria bem-sucedida com a Netflix, participando de projetos de diferentes gêneros. Sua mais recente empreitada, ‘Meu Ano em Oxford’, a reúne com Corey Mylchreest, galã da série ‘Rainha Charlotte’, em um romance com todos os elementos típicos de uma leve sessão da tarde.

Anna de La Vega é uma jovem com o futuro já cuidadosamente planejado, mas tudo muda quando ela inicia um semestre de estudos em Oxford. Lá, envolve-se com Jamie Davenport, um encantador professor substituto de poesia vitoriana. Ao longo do período, Anna embarca em uma jornada de autoconhecimento, impulsionada por um amor tão improvável quanto transformador.

‘Meu Ano em Oxford’ é mais uma adaptação segura do catálogo da Netflix. Seus dois primeiros atos apostam em fórmulas previsíveis, mas o longa ganha fôlego ao se aproximar de obras como ‘A Culpa é das Estrelas’ ou ‘Como Eu Era Antes de Você’, equilibrando reviravoltas dramáticas com a leveza juvenil dos personagens. Tecnicamente, o filme peca por parecer modesto em alguns momentos, mas não hesita em explorar locações belíssimas, como o interior da Inglaterra e os jardins históricos da Universidade de Oxford.

Sofia Carson traz ao papel uma combinação de maturidade e carisma, interpretando uma jovem apaixonada pelas artes, em busca de si mesma em um cenário acadêmico repleto de simbolismo e- mesmo que brevemente, explorando sua latinidade. Ao seu lado, Corey Mylchreest — que já havia revelado seu talento dramático em ‘Rainha Charlotte’ — é o coração do filme, entregando um Jamie vulnerável e sonhador. Embora o elenco coadjuvante tenha pouca expressividade, cumpre bem o papel de apoiar a narrativa central.

Além de subverter algumas expectativas, o filme não tem medo de tratar sobre temas com a linguagem modesta e clichê dos romances, seja as incertezas do futuro ou o limite para o amor. Há mais surpresas, seja em paralelos emocionantes nas cenas finais do filme ou em alguns diálogos retirados da obra original 

Com uma estética delicada e uma trama que equilibra clichês românticos com sensibilidade emocional, ‘Meu Ano em Oxford” não revoluciona o gênero, mas entrega exatamente o que promete: uma história doce, reconfortante -embora agridoce- e ideal para os amantes de romances ambientados entre bibliotecas antigas e sentimentos à flor da pele.

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